Nos últimos meses, com a explosão das NFTs (Non-fungible token), a tecnologia blockchain voltou a conquistar a atenção do público. Por isso, o Comunica decidiu falar um pouco sobre essas tecnologias em 2 posts, sendo esse primeiro sobre a tecnologia blockchain.

Blockchains são sistemas desenvolvidos para registro e compartilhamento de quaisquer tipos de dados em rede de forma descentralizada e sem intermediários. A ideia é que essas redes sejam uma forma de armazenamento segura e que possibilitem transparência nas transações. Esses sistemas podem ser públicos, nos quais todos têm acesso; ou privados, nos quais só aqueles com permissão terão acesso para participar e acompanhar as transações.

A partir disso, as possibilidades levantadas são várias como: transações com moedas digitais, gerenciamento de documentos, logística, armazenamento em nuvem e muito mais ¹.

Um exemplo dessas aplicações é o mercado de artes de NFT. Um artista pode adicionar uma arte sob sua autoria. Essa operação irá adicionar um bloco. Ao vender essa arte, seria adicionado mais um bloco, que seria um registro dessa venda com suas informações, como: o autor, o novo proprietário e etc.

Porém, nem tudo sobre blockchain é tão positivo

A tecnologia blockchain traz um grande impacto ambiental. Ao adicionar uma operação é necessário que haja um processamento dessa informação. É um processo matemático que é feito para validar a informação. Quanto maior a operação feita, mais passos e mais difícil é o processamento dela.

Há mecanismos que recompensam os usuários (em criptomoedas) que usam de seu processamento para resolver essas operações. A resolução dessas operações é chamada de “mineração” e é feita a partir de tentativa e erro, tornando a probabilidade da resolução do problema aleatória.

Para tentar aumentar as chances, os “mineradores profissionais” usam diversos computadores com processadores potentes, assim ampliando a probabilidade de resolver as operações e lucrar.

O problema é que esses computadores gastam muito mais que um computador comum, e gastam muito tempo para resolução de problemas. O consumo de energia por eles são enormes.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Cambridge, esses processos computacionais consomem cerca de 121,36 terawatts-horas por ano, o que equivale a 1 bilhão de quilowatts. Esse é o consumo energético anual da Argentina, com 40 milhões de habitantes ¹.

Pesquisadores apontam que o Bitcoin, principal moeda da tecnologia blockchain, é péssimo do ponto de vista energético. O site Digiconomist explica que as emissões de carbono geradas em apenas um ano com o processamento total de Bitcoins é de 92,07 quilo toneladas de carbono, comparável à emissão de carbono anual do Chile ¹.

Até este momento, a tecnologia blockchain é tida como insustentável. Porém, ainda é uma tecnologia recente, e que pode, e deve, corrigir seus problemas para ter um futuro.

#ParaTodosVerem – Imagem de capa na horizontal. Na arte há uma lâmpada, e no interior dela a representação de um bitcoin. Há vários circuitos saindo da lâmpada. Tanto a lâmpada, o bitcoin e os circuitos amarelos. O fundo da imagem é azul.

Fonte:

¹ Isto É