Em setembro e outubro deste ano, ocorreram na Universidade Estadual de Maringá, as votações que elegeram Júlio Damasceno e Ricardo Dias aos cargos de reitor e vice-reitor, respectivamente, da instituição. A decisão se deu em segundo turno na disputa entre as chapas: UEM de Todos (composta por Roberto Cuman e Leandro Vanalli) e Avançar e Inovar (chapa dos candidatos eleitos).

ASC/UEM

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Em decorrência deste processo democrático, na última quarta-feira, 10, realizou-se o evento de transferência de gestão. A cerimônia teve início às 16 horas nas dependências do Restaurante Universitário e contou com a presença de conselheiros, autoridades, estudantes, professores, técnicos e funcionários da universidade. Tudo ao som da Orquestra de Câmara do Curso de Música da UEM.

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O primeiro discurso emocionado da noite foi de Mauro Baesso que esteve no comando da reitoria nos últimos quatro anos, ao lado de Júlio Damasceno, que atuava como vice-reitor. Baesso falou da dificuldade e do privilégio de estar à frente de uma gestão que, ao seu ver, teve como mote a transformação. 

Transformação interna, na gestão da universidade que, segundo ele, gera mudanças sociais. Em decorrência do impacto que a educação proporciona na vida dos estudantes, dos seus familiares, e da comunidade local. Educação que se faz essencial no caminho para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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O ex-reitor fez questão, também, de agradecer o apoio dos estudantes. Afinal, houveram momentos em que a comunidade universitária precisou se unir em prol da defesa da autonomia da instituição, em detrimento aos atos governamentais tolheriam tal preceito.

Após o ato simbólico de remoção das vestes talares do então reitor pelas mãos de sua esposa e filho, foi a vez de Ricardo Dias discursar. Ele iniciou retomando a história da universidade que teve início há 48 anos. Ressaltou o paradoxo da criação de uma instituição que preza pelo livre pensamento em uma época de regime ditatorial.

O vice-reitor eleito para a gestão 2019-2022, destacou a importância de se resgatar o senso comunitário da necessidade de uma universidade que produz conhecimento científico que, por sua vez, gera inovação, a qual move a economia. Para tanto, os laços com a comunidade devem ser estreitados por meio dos projetos de extensão.

Por fim, Dias afirmou que, agora, já não existem mais chapas e que a união deve ser mantida entre todos. Mantendo um diálogo constante a fim de aproximar discursos plurais que compõem o cenário universitário. Em suas palavras:  “A UEM, com a nossa integração, é maior que os problemas”.

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Assumindo o microfone para o seu primeiro discurso como reitor, Júlio Damasceno retomou os conceitos propostos pela chapa durante as eleições. Resgatando a preocupação da chapa com melhorias na universidade no que tange ao acesso mais democrático por meio de uma renovação no sistema de vestibulares, bem como a implementação de cotas raciais e a consolidação da Política de Assistência Estudantil. Ressaltou, também, a necessidade de uma reforma no sistema de avaliação acadêmica alternando para um sistema de créditos – como feito em universidades estrangeiras.

Afirmou que a gestão trabalhará em busca de um maior avanço e inovação por meio de medidas que resgatem o real conceito de uma universidade pública, gratuita e de qualidade. Medidas que, segundo ele, devem prezar por uma formação integral do ser humano, para além da conquista de títulos. E que, além disso, garantam maior integração entre a universidade e a comunidade local o que poderá ser feito por meio da ativação do Conselho de Integração Universidade Comunidade – uma das muitas propostas dos candidatos eleitos.

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Os discursos da noite foram um misto de emoção pela vitória nas eleições, orgulho pelo trabalho realizado nos últimos quatro anos de gestão e desejo de aperfeiçoamento para o futuro. Foram, também, um apelo à necessidade de respeito às diferenças que constituem a democracia. Para que, mesmo com divergências, possa haver união na realização de projetos que favoreçam a todos.

O ano de 2018 tem sido importantíssimo para a história política nacional. Marcada por várias disputas e debates intensos, a corrida eleitoral ocorre em âmbito regional e nacional. Este evento de transmissão de posse, é resultado de um processo eleitoral centrado na universidade –  o que não significa que seja um acontecimento isolado.

Outra eleição que compõe este cenário político no âmbito regional está marcada para o dia 30 de outubro. Ela determinará quem estará à frente da administração do Diretório Central dos Estudantes (DCE) no ano de 2019. As chapas que concorrem são:

Chapa 1 – Renova UEM             Chapa 2 – A UEM não vai embora          Chapa 3 – Construção Coletiva

Além disso, nos aproximamos das votações em segundo turno para a presidência e, em algumas cidades, para outros cargos. Neste cenário de constantes decisões políticas, discursos como os aqui citados se fazem essenciais no que se refere à criação de uma consciência política que preze pela valorização e respeito de posicionamentos divergentes. Para que, em meio à diferença, o diálogo aconteça, propostas sejam debatidas e as escolhas sejam feitas de forma consciente.

Vale lembrar que a democracia se faz não apenas no voto, mas também na vigilância constante de nossos representantes eleitos, a fim de garantir que as propostas se cumpram. Assim sendo, nós do ComunicaUEM convidamos você a participar das votações de forma consciente e, muito além disso, a ficarem atentos às gestões que serão feitas. A democracia só funciona se todos cumprirmos nosso papel!