Na última noite de domingo, 2, recebemos a triste notícia do incêndio avassalador que tomou conta do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro. A instituição que contava com mais de 20 milhões de artefatos históricos referentes não só ao Brasil, mas a outros locais do mundo foi totalmente destruída pelo fogo. As chamas que invadiram o museu reduziram a cinzas milhares de anos de história que ali eram abrigados em forma de fósseis, livros, pesquisas e muitos outros objetos.

| Museu Nacional em chamas | por: Agência Brasil |

| Museu Nacional em chamas | por: Agência Brasil |

Palácio São Cristóvão é o nome do prédio que abriga – ou melhor, abrigava – o museu com todos os seus objetos e pesquisas. A história do palácio tem início por volta de 1803 quando é construído como residência para um mercador. Em 1818, ele passa a ser a moradia da Família Real no Brasil. Neste mesmo ano, a partir do decreto de D. João VI, o palácio passou a abrigar o Museu Real com o intuito de promover um desenvolvimento cultural e científico no Brasil. Em 1822, com a Declaração de Independência do Brasil de Portugal, o museu passou a ser conhecido como Museu Imperial para, então, com a Proclamação da República em 1889 ser intitulado Museu Nacional.

| Fachada Museu Nacional | Foto: Acessoria de Imprensa do Museu Nacional |

| Museu Nacional | por: Assessoria de Imprensa do Museu Nacional |

Desde então, muito mudou, mais peças foram adquiridas para o acervo e, com a sua vinculação à Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1946, muitas pesquisas foram desenvolvidas. Entretanto, nem todas as mudanças foram para melhor.

Em junho de 2018, comemoramos o bicentenário deste patrimônio histórico apenas para, alguns meses depois, chorarmos sua destruição. O incêndio que se espalhou rapidamente é resultado de um vagaroso abandono histórico e cultural instalados no país. Um descaso que, ano a ano, reduziu os investimentos destinados à manutenção do prédio e das exposições. Resultando na degradação que culminou neste incêndio de enormes proporções.

Infelizmente, as perdas sofridas com este incêndio não poderão ser sanadas. Mas, você pode estar se perguntando, o que podemos fazer a respeito?

O Comunica acredita que conhecer os outros museus do país, a fim de garantir que estes – ao contrário do Museu Nacional – sejam bem cuidados, é um bom começo. Precisamos estar atentos e cobrar as autoridades para que os mesmos erros cometidos com o Museu Nacional não se repitam.

Pensando na importância das pessoas na garantia dos cuidados com os museus, o Comunica trouxe a vocês cinco sites de museus que oferecem visitas virtuais para que você possa conhece-los sem demora.

Museu Histórico de Londrina – Londrina, PR

http://www.uel.br/museu/

Museu do Holocausto – Curitiba, PR 

http://www.museudoholocausto.org.br/

Museu Egípcio – Curitiba, PR 

http://museuegipcioerosacruz.org.br/

Museu Imperial – Petrópolis, RJ

http://www.museuimperial.gov.br/

Instituto Ricardo Brennand – Recife, PE

http://www.institutoricardobrennand.org.br/

Esperamos que gostem!

Recomendamos também que, sempre que possível, visitem os museus pessoalmente, será uma experiência totalmente diferente do virtual. Basta descobrir qual o museu mais pertinho de você!