A industria da música se reinventa a cada ano, lançando tendências passageiras ou movimentos que duram décadas. O sucesso diz respeito à qualidade das produções mas também às emoções que cada inovação gera na comunidade consumidora de música, que vem provando que não existe um padrão único de se ouvir música. Ou melhor, de interagir com a música. É o caso do gênero EDM (Eletronic Dance Músic), que conquista cada vez mais fãs e promete representar a “música do futuro”.

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O EDM surgiu logo após a ascensão da música eletrônica geral, ganhando destaque principalmente depois da primeira década do século XXI. A criação de músicas deste gênero se baseia na produção sonora a partir de softwares, conhecidos como DAW (Digital Audio Workstation) e a principal motivação por trás destas músicas pode ser entendida facilmente pelo nome: fazer o público dançar ao som da música eletrônica.

Embora grande parte da música eletrônica não seja caracterizada como EDM (afinal, nem toda música foi feita para se dançar), o gênero vem ganhando cada vez mais espaço, inclusive em renomados festivais de música como o Tomorrowland (principal evento de música eletrônica mundial).

Porém, se por um lado a popularidade do EDM conquista fãs e aquece o mercado (com produções liderando rankings mundiais de música), por outro ela (a popularidade) atrai muitas críticas, entre elas os comentários que desqualificam a produção (chamando-a de “uma grande bagunça”). O fundador do festival de música Lollapalooza, Pery Farrell, fez uma declaração polêmica, em que disse: “Eu odeio a EDM. Eu quero vomitá-la pelo nariz. Eu não suporto o que ela fez com o que eu amo, que é a house music, que era reflexiva, psicodélica — te levava em uma jornada”, em uma entrevista dada ao jornalista Greg Knot, do site ChicagoTribune (incluir link).

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Qualificado ou não, o gênero e seus subgêneros (techno, trance, dubstep, etc) são sucesso em festas por todo mundo e com toda certeza movimentam o mercado musical. Além disso, o EDM tende a ser cada vez mais valorizado por conta de seu vasto campo de criação, que não se restringe — pelo contrário, abrange muitos tipos de gostos e públicos.

Quanto aos grandes nomes do EDM atuais, podemos citar, dentre muitos produtores, Alan Walker, que não tinha nenhum histórico na industria da música e costumava produzir suas faixas a partir do seu quarto, e hoje é conhecido mundialmente, principalmente pelo hit “Faded”. Outro grande nome é Martin Garrix, produtor holandês que liderou o ranking da música como melhor DJ em 2017. E por fim, Avicii, a quem dedicam-se os próximos parágrafos.

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Na última sexta-feira, os fãs da música foram surpreendidos com a notícia da morte do cantor Tim Bergling, nascido em Estocolmo, Suécia. A causa da morte ainda é incerta, mas sabe-se que desde os últimos dois anos Avicii vem enfrentando problemas de saúdes relacionados ao álcool (revelações feitas pelo próprio em entrevistas) e inclusive isso o fastou dos palcos, levando-o a produzir em seu estúdio.

Sua começou a progredir quando foi descoberto por Pete Tong em um show de talentos da Suécia. “Já estava claro que ele tinha um talento impressionante para inventar melodias e mostrava grande maturidade na maneira como ele conectava as faixas”, disse Tong em entrevista ao jornal britânico Evening Standard em 2014.

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Mais tarde, com seus grandes sucessos “Wake Me Up“, “Hey Borther” e “Levels“, e também com colaborações com reconhecidos nomes da música, Avicii conquistou vários prêmios e ganhou alguns críticos, que afirmavam que ele não fazia música de verdade. Mas ele rebatia: “Faço melodias, faço as progressões dos acordes, ou seja, faço música. Mozart escreveu em um pedaço de papel, nós DJs escrevemos em computadores. Eu realmente não vejo a diferença”.

Juntamente com outros DJs, Avicii foi considerado um dos pioneiros do EDM, que trazia elementos eufóricos e irresistíveis às suas produções e com certeza colaborou para a consolidação do gênero em questão. Ele também era aclamado pelos suecos, sendo um dos principais protagonistas da representação do país mundo a fora.

A contribuição de Avicii para o mundo da música é inegável e sua morte prematura (aos 28 anos anos) é uma terrível fatalidade. Avicii deixou seu legado bem registrado e não será esquecido.

Ouça Avicii no Spotify e aprecie a produção deste grande nome do EDM.


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