Essa artista de San Marino, Itália, se tornou conhecida por seus traços delicados e personagens que se assemelham a bonecas de porcelana, mas que ao mesmo tempo, têm um “quê” de fantasia, bizarrice e que escondem crueldade, segundo ela mesma define:

“…Eu acho que minhas imagens pessoais expressam uma delicada nostalgia, vaidade, fragilidade, crueldade e beleza ao mesmo tempo. Também adoro brincar com contradições nos meus desenhos. Eles são como o lado escuro de uma canção infantil, algo caprichoso, perturbador e difícil, um sonho de coisas bonitas com um toque de escuridão”. (Anormal Mag)

Nicoletta Ceccoli se interessou por ilustração ainda na escola e estudou animação no Instituto de Arte de Ubino (Itália), posteriormente se dedicando a ilustrar livros infantis, como O Atlas de Ana (2003, Livros horizonte) e O desejo do lenhador (2003, Livros Horizonte), segundo o revista Fábulas, ambos lançados em Portugal e com propostas diferentes daqueles que a tornaram conhecida, mostrando outros lados de Ceccoli. O que a encorajou a seguir essa área foi a seleção em 2005 para a Feira Infantil do Livro em Bolonha, “um programa que seleciona as melhores ilustrações de todo o mundo referentes a livros publicados ou não publicados”, segundo o Anormal Mag.

Ela também conta a publicação que entre suas referências, estão Remedios Varo, Mark Ryden, Alberto Savinio, Magritte, Escher, Hieronymus Bosch e Stasys Eidrigevicius, todos caracterizados por uma estética surrealista em que é possível perceber a influência trazida em seus trabalhos. Além de admirar outros artistas, Nicoletta também possui admiradores, como a cantora Melanie Martinez, que também aplica essa dualidade do fofo + bizarro em seus clipes, seu estilo de se vestir e se maquiar.

Confira um pouco de seu trabalho:

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