O fotógrafo americano Greg Sand vê nas fotografias antigas algo especial: o sujeito fotografado. Inspirado por autores da fotografia como Rolland Barthes – que viveu numa época na qual a presença do ser humano neste papel era questionada e problematizada, muitas vezes envolvia até mesmo questões místicas – Sand  viu nas fotografias antigas a existência humana e a brevidade do tempo.

“Meu trabalho é sobre a memória, a passagem do tempo, a mortalidade e o papel da fotografia em moldar nossa experiência de perda. A habilidade única da fotografia para capturar um momento fugaz permite que ele exponha a temporalidade da vida.” – trecho da fala de Greg Sand em seu perfil na plataforma Behance.

A maior parte do trabalho do fotógrafo consiste na manipulação de fotos antigas, retirando a pessoa da cena e deixando seus “resquícios”. São vários projetos diferentes com essa mesma temática. Confira algumas fotos:

“Minha resposta tem várias camadas: sinto uma conexão imediata com a pessoa viva na fotografia, seguido por um medo do que inevitavelmente é para eles, completado por uma sensação de tristeza sobre o que, claro, já ocorreu. Esta reação é a razão pela qual a maioria do meu trabalho utiliza fotografias encontradas, que eu manipulo para criar uma narrativa abstrata explorando a mortalidade. Meu trabalho visa questionar a natureza das fotografias e desafiar a definição tradicional de fotografia.” – Greg Sand.

Apesar do fotógrafo trabalhar principalmente com a montagem de fotografias antigas, ele possui outros projetos com temáticas diferentes. Confira mais sobre os trabalhos em sua página do Behance.

Fontes:

Behance

Coctel Demente

Greg Sand