“Qual é a sua cor?”. Essa é a pergunta que norteou o projeto Humanæ, trabalho da fotógrafa brasileira Angélica Dass, 37, que propõe uma reflexão sobre os diversos tons de pele a partir dos códigos da escala Pantone.

A escala Pantone tem um grande prestígio quando se trata de cores. A empresa é mundialmente conhecida e possui sistemas e tecnologias de ponta para uma reprodução precisa das cores. Segundo o próprio site da marca, para o fundador,  Lawrence Herbert, “o espectro de cores é visto e interpretado de modo diferente por cada indivíduo”, constatação que o levou a criação do PANTONE MATCHING SYSTEM, um manual de cores padrão em formato de leque ou chip.

Além do espectro de cores ser visto de forma diferente pelos indivíduos, Angélica Dass, que é formada em design e está sempre em contato com o mundo das cores,  observou, pela própria variação de cores presente em sua família, que não há como simplificar os tons de pele a branco ou preto em um mundo tão plural e diversificado.

Para a composição do Humanæ, a fotógrafa captura retratos de pessoas num fundo branco, seleciona um quadrado de 11 por 11 pixels no nariz do modelo, para assim, identificar a cor correspondente na escala Pantone, tornando-a plano de fundo das fotografias.

Seu projeto já passou por cerca de 13 países, e reúne uma gama de retratos. Segundo o site oficial do trabalho,  “não há seleção anterior de participantes e não há classificações relacionadas à nacionalidade, gênero, idade, raça, classe social ou religião.,  Humanæ continua em progresso, por isso, muitas cores ainda vão surgir por aí.

Contemple alguns dos retratos:

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Em seu site oficial a fotógrafa dispõe todas as informações, expõe os retratos e outros trabalhos realizados.