Quem nunca jogou, ao menos uma vez, jogos de tabuleiro? Xadrez, Dama e o Banco Imobiliário, estiveram presentes na infância de praticamente todos, continuando também em outras fases da vida. A integração e diversão que esses jogos proporcionam é ímpar. Em um época em que as relações se tornam cada vez mais impessoais, os jogos têm sido uma alternativa interessante para entretenimento.

Esses atributos já foram percebidos por algumas pessoas que vêm utilizando jogos em novos projetos de empreendimento e até criando seus próprios.

Conversamos com o professor de inglês Isaac Garcia Ribeiro, 25 anos, formado em Administração na USP – Ribeirão Preto, atualmente cursando Turismo no Instituto Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Elaborou um projeto que se baseia em uma nova forma de ensino de idiomas, chamado Walk n’ Talk, iniciativa abordada na entrevista que fizemos com ele. Confira:

Foto: Facebook pessoal

ComunicaUEM: O que é o Walk n’ Talk?

Isaac: O Walk n’ Talk é uma start up do setor de educação com turismo. Ele tem dois eixos: é uma metodologia de ensino de idiomas junto à uma comunidade de pessoas interessadas em aprender inglês ou português com estrangeiros de modo vivencial, e de certa maneira, em seu próprio país. O intuito é funcionar como um centro de ensino de línguas onde temos aulas diferentes, utilizando uma metodologia própria e que adapta a forma de ensinar para a realidade externa, como em um passeio. Pensando essa metodologia aplicada em Florianópolis, é algo que combina muito bem, uma vez que a cidade tem muito verde, praias e lugares para andar e explorar. Então existe esse eixo, o de ensinos de idioma, e também o da comunidade de brasileiros e estrangeiros querendo aprender a língua do outro. Para colocar as pessoas em contato, nós promovemos eventos a fim de quebrar o gelo e incentivar essa interação de idiomas entre as duas partes. Uma alternativa de exercício que encontramos foi organizar trilhas com brasileiros e estrangeiros. Geralmente eu sou o guia de turismo, pois estou terminando meu curso no Instituto Federal de Santa Catarina, então sou/serei credenciado para fazer essas atividades. Também procuramos fazer viagens bilíngues pelo estado de Santa Catarina, objetivando sempre colocar em contato essa comunidade de brasileiros e estrangeiros. Além disso, fazemos churrascos e City Tours, visitas guiadas pela cidade sempre no idioma inglês.

De onde surgiu a ideia?

A ideia surgiu porque eu já era professor de inglês. Quando vim para Florianópolis, tinha acabado de me formar em Administração, momento em que viajei para Bogotá a fim de dar aulas de inglês nas periferias através da AIESEC. Quando voltei ao Brasil, estava ficando num Hostel nos primeiros dias de volta e conheci um indiano que me perguntou se era eu o professor de inglês que estava ali, pois eu havia avisado a recepcionista de que eu poderia dar aulas de português para quem tivesse interessado. No caso, ele estava interessado em ter aulas de português, mas como já era professor de inglês há algum tempo, acreditei estar habilitado para ajudá-lo. Dei aula para ele por um mês e de maneira bastante intensiva, começávamos às dez da manhã e terminávamos às três da tarde, fazendo uma pausa durante o almoço, do meio dia à uma da tarde, sempre fazendo as atividades juntos e conversando. E em meio a essa rotina, ele me disse gostar bastante da parte teórica, da gramatical tradicional que necessita do apoio de um livro, porém me relatou ser a parte da conversação do almoço sua favorita, quando conseguia praticar a língua e se sentia a vontade para isso, aprendendo muito. Então foi aí que me deu um “estalo” de que eu poderia fazer umas aulas diferentes. Depois disso eu criei uma página no Facebook chamada Português na Lagoa para oferecer essa oportunidade à mais pessoas; este curso de português com duas horas de livro (na minha casa mesmo), e uma hora de cozinha. E facilmente assim, com divulgação quase “zero”, consegui quatro alunas francesas. Foi nesse momento que eu percebi que podia ser uma possibilidade rentável. Ano passado resolvi sair da escola que eu acabei entrando nesse meio tempo, para investir nesse conceito, que hoje chamo de Walk n’ Talk.

Como foram os bastidores do evento?

Os bastidores do evento envolveram o Jack & Jacks, que é um café/bar, onde realizamos as aulas da metodologia Walk n’ Talk. É localizado em um bairro de Florianópolis conhecido pelas suas belezas naturais, que é a Lagoa da Conceição, bom local também pelo grande número de Hostels e estrangeiros nos arredores. Resolvi por fazer as aulas ali porque podemos promover o contato com estrangeiros de forma mais fácil. Eles (Jack & Jacks) se mostraram super dispostos a receber esse evento, inclusive para maximizar a receita deles no dia – o que de fato aconteceu. Essa atividade envolveu também os outros professores de inglês que têm trabalhado comigo, sendo  uma parceria que a gente tem. Eu os treinei e agora eles podem receber alunos que chegam à plataforma Walk n’ Talk através de mim, de forma que se chega um aluno querendo fazer Walk n’ Talk com a nossa metodologia de inglês, eu passo para esses meus professores. Eles participam dessa construção da start up comigo e participaram desse evento mediando os jogos de tabuleiro. Então, uma semana antes nós nos encontramos, jogamos todos os jogos planejados e foi feita uma divisão de quem iria mediar qual.

Qual a intenção do evento?

A intenção do evento era primeiramente validar minha ideia. Quando você tem uma ideia de start up, um conceito de negócio, você procura validá-la, ou seja, colocá-la em prática e ver se ela realmente tem funcionalidade e pode ser operacionalizada do jeito que imaginou. O que eu imaginei foi que, fazendo uma noite de conversação com jogos de tabuleiro entre brasileiros e estrangeiros, eu poderia promover uma integração entre eles e consequentemente um aprendizado de idiomas, além de diversão. Novamente, a intenção era validar essa ideia de que se pode aprender um idioma jogando jogos de tabuleiro, mas também gerar material de vídeo. Eu tinha uma amiga minha, formada em audiovisuais, que estava ali filmando para produzir um vídeo que será um material de divulgação da comunidade Walk n’ Talk. Basicamente o evento tinha duas finalidades, uma era promover essa noite de integração, e a outra era gerar um material publicitário para o meu negócio.

Por que utilizar jogos de tabuleiro?

Eu sou apaixonado por jogos de tabuleiro e sempre gostei desde criança. Acredito que são uma maneira de facilitar a conversação. Eu já havia jogado com algumas alunas minhas estrangeiras o Jogo da Vida, por exemplo,  que é um jogo cheio de vocabulário. Você cai em uma casinha ali, e dependendo de qual for, você lê uma cartinha que pode estar escrito: “você se tornou médico, seu salário é de dez mil reais”. Então, o Jogo da Vida, em especial, é um prato cheio para promover a integração entre pessoas, dando subsídios de informação em outra língua. Mas (no evento) nós optamos por não jogar o Jogo da Vida porque ele é muito longo, fato que nos levou a escolher outros jogos. Essa é uma maneira divertida de se interagir com outras pessoas e também um prato cheio de vocabulário. Quando uma pessoa tem que criar uma coisa em outra língua, elaborar uma frase, por exemplo, mas baseado em uma situação real ou próxima do real simulada, a pessoa conecta os dois lados do cérebro, e isso torna o aprendizado mais memorável, uma coisa de neurolinguística que a gente aprende bastante em Letras. Resumindo, a ideia era essa: promover uma simulação de vocabulário de maneira divertida.

Quais jogos vocês usaram no evento?

Nós usamos alguns jogos. Escolhemos o Imagem e Ação, clássico! Este se mostrou mais atrativo para as crianças. Usamos também o Dixit, que é um jogo super visual, com imagens lindas, e bastante criativo, que nos força a usar a criatividade porque temos o desafio de criar títulos para imagens bastantes psicodélicas. O jogo é inspirado em Alice no País das Maravilhas, ou seja, conta com imagens bem surrealistas.

C:\Users\Leonardo Ianella\AppData\Local\Microsoft\Windows\INetCacheContent.Word\Dixit_game_0001.jpg

Foto: https://en.wikipedia.org/wiki/Dixit_(card_game)#/media/File:Dixit_game_0001.jpg

Outro jogo que usamos foi um jogo que eu conheci com uma amiga minha, que não precisa de nada além de papel e caneta. O jogo não é de tabuleiro. As pessoas escrevem palavras em um pedaço de papel, dividem-se em times, e a gente faz rodadas para adivinhar essas palavras sem usá-las. Então, numa primeira rodada essas palavras têm que ser escolhidas por um dos membros da equipe, e esse precisa descrever a palavra sem usá-la. Por exemplo, Amor, eu tenho que descrevê-la: “é o que eu sinto pela minha mãe”, daí alguém fala Amor e passa para a próxima palavra. Cada grupo tem um minuto para tentar adivinhar o máximo de palavras. A primeira rodada é uma explicação das palavras, depois é mímica, uma palavra só, e um som apenas. É um jeito legal de praticar vocabulário também. Também podemos fazer isso com temática, como Game of Thrones que está muito em voga atualmente. Fazemos uma rodada desse jogo com a temática Game of Thrones. E usamos um outro jogo chamado Cards Against Humanity; este jogo eu ainda não joguei, foi um professor que já tinha esse jogo e falou que já havia ministrado com outros alunos, então ele podia fazer isso.

Como foi feita a seleção dos jogos?

A seleção dos jogos foi feita pensando na jogabilidade, e aí o critério principal era o tempo. Lógico que eu não ia jogar War, nem Banco Imobiliário porque são jogos muito demorados. Outro critério importante também é a criatividade, pensando na questão que já havia falado em uma outra pergunta, que o uso dela para resolver situações da vida real faz a gente unir as duas partes do cérebro, uma que está aprendendo coisas objetivas e outra que está assimilando situações subjetivas. Um critério adicional para o uso desses jogos era a agilidade/dinâmica, pois tinha que ser um jogo dinâmico que integrasse as pessoas. Acredito que foram esses os critérios: tempo, possibilidade de interação e uso de criatividade.

Qual foi o feedback das pessoas?

Foi bastante positivo! Elas gostaram bastante dos jogos. A organização acabou pecando um pouco, porque eu estava tentando controlar muito, e a realidade mostrou que as coisas acabaram funcionando bem organicamente, ou seja, foi bastante natural. A partir de um momento, os grupos que se formaram estavam decidindo jogar outros jogos. Pessoas começaram a jogar Stop e estavam todos felizes jogando, porque estavam tomando uma cervejinha ali de maneira bastante integrada. Então, o feedback foi legal nisso, porque de fato promoveu a interação. Uma menina estrangeira me relatou que ela buscava exatamente isso, um lugar que ela pudesse conhecer pessoas de maneira divertida e foi o que aconteceu. Ela é alemã, chegou aqui e precisava conhecer pessoas, uma vez que estava viajando sozinha. Em meio aos jogos as pessoas sempre me perguntavam quando seria o próximo encontro, então foi um resultado bem positivo.

Por que os jogos de tabuleiro têm voltado a crescer?

Bem, eu não tenho essa informação de que os jogos de tabuleiro têm voltado a crescer, não sei qual é sua fonte, mas vou assumir que essa hipótese é verdadeira e pensar razões que eu teria em minha mente. Eu acho que hoje em dia, com essa revolução tecnológica que a gente vive, as pessoas acabam se distanciando. Podemos tomar como exemplo o Pokémon GO. Você vai para um parque que antigamente era um local de integração e interação das pessoas, e vê hoje que hoje, quem vai é com o objetivo de ficaram sozinhas com o seu próprio celular. Com isso acredito que nesse âmbito o que a sociedade moderna está gerando são pessoas sem conexão um com o outro. Nesse aspecto a gente já começa a receber críticas a esse novo modelo de interação, ou “desinteração”. Em meio a isso, penso que os jogos de tabuleiro conseguem promover um contato mais direto e dinâmico entre as pessoas, e é o que muitas pessoas procuram, uma vez que elas começam a sentir falta do contato.

Quem são os interessados nesse tipo de jogo? Tem um perfil?

Eu noto que o perfil é bastante variado. Quando eu postei no Facebook esse evento, as pessoas que eu esperava receber eram entre 18 e 40 anos de idade. Mas apareceram no evento alguns mais velhos, como por exemplo um turco de uns 55 anos e também crianças. Aqui em Floripa existem muitas escolas bilíngues, então apareceram muitos desses alunos com os pais querendo jogar os jogos entre eles, e isso foi bastante interessante. Mas o perfil do estrangeiro aqui entre 20 e 30 anos, de Florianópolis, acho que foi o mais presente.

E a criação dos jogos? Você conhece esse processo?

Não conheço a criação dos jogos, mas penso ser uma questão bastante interessante. Não saberia abordar aqui no momento, mas o jogo que eu comentei aqui de quizzes, de mímica, explicação, palavra, som, são jogos criados de maneira bastante simples, que não precisam de recurso nenhum. Mas precisam de um certo processo criativo.

Conhece gente que cria seus próprios jogos? Por que alguém criaria seu próprio jogo?

Eu não conheço ninguém que crie seus próprios jogos, só uma menina que me passou esse jogo dos quizzes, porém não foi ela quem criou. Acho que não posso te ajudar muito nessa pergunta.

Para melhor ilustrar a questão da criação de jogos, conversamos também com Eliton Belasco, de 24 anos, morador do município de São Pedro do Ivaí, que criou o seu próprio jogo de tabuleiro.

Porque você criou seu próprio jogo?

Sempre pensei em criar um jogo de tabuleiro que me agradasse, uma vez que não gosto muito dos tradicionais e daqueles que demoram muito, no estilo Banco Imobiliário… então pensei em um que tirasse a questão de jogadas e levasse o jogo mais na sorte dos participantes, sendo também um jogo RTS (estratégia em tempo real). Assim, com a ideia na cabeça, criei um que seria rápido e que me agradasse, e o melhor foi que ele não só me agradou mas também agradou as pessoas que o jogaram e as que jogam, que sempre dizem que irão voltar no outro dia para poder jogar de novo.

Como foi o processo de criação?

Várias vezes tentei encontrar algo que me tirasse do tédio e sempre procurei inventar algo. Um certo dia acabei encontrando 2 soldados Toys que costumava brincar na minha infância, e pensei: ‘’poxa! bem que eu poderia fazer um jogo de tiro com apenas 2 brinquedos em miniaturas, né?”. Desde então comecei a pensar em o que faria para fazer meus amigos jogarem algo com o brinquedo sem ser algo infantil. Com isso, aproveitei meus bonecos de plástico e fiz o tabuleiro  com EVA, isopor e outros materiais fáceis de se achar em papelaria. Porém ao jogar percebi que não dava muito certo, já que para ganhar, na ideia principal, era preciso carregar a bandeira até o outro lado do tabuleiro, sendo possível também ganhar com a derrota de todos os bonecos oponentes… e nesse momento perdia a graça com o pequeno tabuleiro criado por mim, pois todos morriam antes de pegar a bandeira. O jogo acabava bem rápido até demais para meu gosto. Aí, fui lembrar que tinha guardado um tabuleiro que tinha desde a época da escola, e com ele ficou bem melhor, com maiores aprovações de meus amigos e de outros jogadores. Hoje o jogo é um sucesso entre meus amigos.  

 Você teve alguma referência? Algum jogo que lhe inspirou a criar um novo?

Sinceramente, no jogo em si, em regras não tive nada de referências de algum outro jogo, a única no jogo foi o tabuleiro padrão do XADREZ/DAMA.  No caso das bandeiras é um pouco inspirado na brincadeira que eu brincava quando era criança ‘’rouba bandeira’’, porém não pensei muito nisso antes, apenas depois que percebi que nesse requisito parecia, mas de resto nada que me lembre.

Qual sua intenção com o jogo?

A princípio era apenas uma forma de passar o tempo no bar jogando com meus amigos e com algum freguês. Agora, após tantas aprovações, pretendo aprofundar no mecanismo do jogo e multiplicá-lo em plataformas disponíveis no mercado (Android, Windows, IOS). Digo que a maior intenção de todas no jogo é fazer aplicação online. Sei que será difícil, mas não custa tentar. Eu ficaria muito feliz se olhasse em algum celular e visse alguém jogando. Não sei o que eu poderia ganhar em questão de dinheiro, mas só de ver pessoas jogando um jogo que eu criei já seria bem legal.

Já colocou um nome no jogo?

O jogo ainda não tem um nome específico, porém vou ter que pensar em breve quando for passar para plataformas digitais, por enquanto alguns amigos me deram algumas sugestões de nomes para o jogo de tabuleiro, porém nenhuma ainda ideal. Vou pensar um pouco sobre o nome mais pra frente.

E as regras, quais são?

O objetivo a princípio é capturar a bandeira do outro time, partindo de que cada um tem duas bandeiras nos cantos de seu campo. Inicia-se o jogo, sempre jogados com quatro jogadores, e cada um com quatro personagens (bonecos). Um pequeno dado jogado indicada a quantidade de passos, este com cinco lados de um passo e um lado de dois passos (não obrigatórios). O jogo se concentra em cartas – cartas pretas acertam o tiro e vermelhas erram o tiro. Ao atirar, matando ou errando, o jogador não avança, apenas mata, morre, avança ou recua. O tiro são dados apenas ao encontrar com outro jogador (exceto o Double Range que atira duas casas a frente). Se o personagem chegar de frente com o inimigo e o jogador tirar na sorte a carta preta, ele mata, e se tirar a vermelha não, daí passa a vez para o outro que poderá tentar matar este ou fazer outra jogada. O meio tabuleiro chama-se área de risco, onde todos os jogadores atiram em todas as direções. A área de risco abrange os 16 quadradinhos do meio do tabuleiro, sendo que fora dessa área, os jogadores atiram apenas para frente ou para o lado. Quando um jogador ultrapassar o outro, este não será mais visível, só voltando a ser se estiver de lado ou de frente com outro jogador; ou seja, os personagens não podem atirar de costas para outro fora da área de risco. Porém, pode atirar pelas costas quando estiver fora, sendo uma vantagem de quem está voltando com a bandeira. Entre cartas, ambos jogadores tem 6 cartas coringas, que serão usadas durante o jogo apenas uma vez cada uma dessas, estas são: revive 1 jogador; ganha 1 jogador; anula jogada do adversário; jogue duas vezes, que pode ser o dado ou a carta de tiro; o jogador double range que pode atirar em 2 casas ao seu alcance e por último a carta Big Bang que mata todos personagens adversários que se encontram em duas casas de quem usar a carta, com exceção das Big Bang e do jogador “double ranger”. Este tipo de jogador pode escolher três cartas para ter na mão no começo do jogo, sendo que as outras vão para um canto onde só podem ser pegas uma por uma, por cada soldado (personagens citados anteriormente) ao chegar em uma de duas casas especiais no centro do tabuleiro. Para cada soldado que chegar, o jogador pode pegar uma carta extra – revive um player; ganha um player; anula a jogada e jogue duas vezes, (Big Bang só funcionara se o jogador adquirir a carta preta de acerto de tiro). O jogo termina quando a bandeira é pega do outro lado e é trazida até o lado de quem pegou, podendo também acabar após todos os personagens oponentes serem mortos.

Pretende aprimorar o jogo?

Sim! Assim como todo jogo hoje em dia precisa de atualizações, esse não é exceção. Espero realizar melhoras em sua jogabilidade e desempenho nas dificuldades. Também quero ajeitar melhor os personagens, pintá-los melhor, por exemplo, e penso em adicionar outros elementos, como por exemplo ‘’minas subterrâneas’’ ou algum personagem kamikaze. As possibilidades são variáveis, não só no mundo real, mas também no virtual, para onde quero passar o jogo.

Conte-me mais um pouco sobre o bar.

Ah sim, é um pequeno bar da minha mãe, bem calmo e simples. Ao chegar do meu emprego as três horas da tarde, vou lá e fico até fechar. Ao final do dia meus amigos chegam e tocamos violão ou jogamos, é bem legal.

Qual a opinião de quem jogou?

A maioria das pessoas que jogaram, meus amigos, dizem não conseguir acreditar que pensei em tudo, sem ao menos precisar copiar de algum lugar a ideia as regras e jogabilidade. Dizem que o jogo foi bem bolado e que mal esperam para poder jogar em uma das plataformas online.

Além dessas, outras pessoas sabem você  projetou o jogo?

Sim, sempre divulgo em rodas de amigos, bares que frequento e até mesmo dentro da empresa em que trabalho. Os comentários são sempre os mesmos, que o jogo é interessante e que esperam um dia jogar…

Tem planos para o jogo ou criar outros?

Com certeza! Tenho muitos, assim como os já citados, quero me aprofundar mesmo em plataformas e já venho trabalhando para fazer, baixei alguns programas para criar no espaço digital, porém me falta tempo, já que trabalho até as três e depois fico no bar. Até o momento não penso em criar outros, apenas me aprofundar no mesmo.

Autoria de: Leonardo Ianella e Lucas Belasco.

Edição de: Ana Carolina Fidalski.